Seu primeiro título continental, acontece de uma forma heroica, com jogos épicos, com momentos lindos. Goleadas, sufoco, golaços, jogos resolvidos nos últimos minutos, confrontos decididos nos pênaltis, e show da torcida atleticana, teve tudo isso e mais um pouco. Um roteiro para entrar na história. E assim, o Galo conquistou a Libertadores pela primeira vez.
O grupo do Atlético era The Strongest, Arsenal de Sarandí e São Paulo (Pré Libertadores), e o clube mineiro começou enfrentando o São Paulo no Independência. Com gols de Jô e Rever, o Galo ganhou por 2 a 1, e logo em seguida teve seu primeiro jogo fora de casa, contra o Arsenal de Sarandí. Com show de Bernard, conseguiram uma vitória linda por 5 a 2, com Bernard marcando 3 gols, Jô marcando 1 e o outro marcado por Diego Tardelli. Ali, o Atlético mostrava que tinha um grande time, e poderia brigar sem problema nenhum pelo título.
Na rodada seguinte, enfrentavam o The Strongest no Independência, com gols de Ronaldinho e Jô, o clube mineiro ganha novamente, por 2 a 1, e lideram o grupo com folga. E então vem o jogo de certa forma, mais complicado do grupo, contra o The Strongest, só que dessa vez, na Bolívia, com uma altitude acima de 3000 metros do nível do mar, o maior desafio era mais a altitude do que o próprio Strongest, mas novamente o Galo mostra sua força, e saí vitorioso da Bolívia, com gols de Tardelli e Luis Mendes (contra). Um jogo mais tranquilo em sequencia, Arsenal de Sarandí, mas agora no Independência. Com gols de Ronaldinho (2), Luan, Tardelli e Alecsandro, o Atlético repete o placar de 5 a 2, e deixa garantida a sua classificação para a próxima fase, e em primeiro lugar (inclusive, primeiro lugar geral)
E com a classificação já garantida, o Atlético enfrenta o São Paulo que corria a chance de ser eliminado na fase de grupo, e precisava a qualquer custo vencer, mas mesmo assim, o clube mineiro foi em busca da classificação de forma invicta, mas com o apoio de mais de 50 mil tricolores, dificultou muito, e acabaram perdendo de 2 a 0. Mas mesmo assim, o Atlético se classifica em primeiro no grupo e na classificação geral
Nas Oitavas de Final, o confronto foi contra um clube já conhecido, o São Paulo, primeiro jogo foi no Morumbi, mas com a expulsão do Lúcio, ajudou muito o Atlético, que saiu de lá com uma vitória importantíssima, com gols de Ronaldinho e Tardelli. O jogo da volta, no Independência, foi o show do clube mineiro, com o time jogando fácil, jogadas de efeito, golaços, o Galo goleia o São Paulo com um 4 a 1, com gols de Jô (3) e Tardelli, e se classifica com tranquilidade (no agregado fica 6 a 2)
Nas Quartas de Finais, vem o momento da emoção, o momento em que a torcida do Galo percebe que tinha reais chances de comemorar um título inédito. O adversário da vez era o Tijuana, primeiro jogo no México, uma partida complicada por conta da viagem longa, grama sintética, e a altitude, e o adversário também ter qualidade e oferecer perigo. Mesmo com todas essas dificuldades, o atlético arrancou um empate em 2 a 2 lá, com gols de Luan e Tardelli. E então, vem o jogo mais complicado ainda, o da volta.A partida era no Brasil, com apoio da torcida, mas mesmo assim, o confronto foi difícil, o clube Mexicano, não tinha chegado atoa nessa fase. O Tijuana começou ganhando, mas ainda no primeiro tempo, o Atlético buscou o empate com Rever. O arbitro dá mais 4 minutos de acréscimos, e aos 46 minutos do segundo tempo, o arbitro marca pênalti para o Tijuana. O placar de 1 a 1 classificava o Atlético, por conta do gol fora, e um pênalti nos acréscimos, poderia eliminar o Atlético. Com a demora para a cobrança (algo comum na libertadores), o pênalti se tornava o último lance da partida, poderia acabar com uma linda campanha do clube mineiro, mas ali surge um herói da nação Atleticana, surge um novo santo para a torcida, o "São" Victor. Goleiro atleticano pula para seu canto direito, e o Riascos cobra mal no meio, dando a possibilidade do Victor pegar com o pé, e foi o que aconteceu. Ali aumentava o sonho dos torcedores, mas eles tinham esse direito, o time estava jogando um futebol maravilhoso e tudo dando certo para o Atletico
Na Semi Final, aparece mais um confronto complicado, mas que mostra a força da torcida. O adversário da vez é o Newell's Old Boys. O primeiro jogo assustou os torcedores, uma derrota por 2 a 0 na Argentina, mas o segundo jogo, mostra a força que a torcida tem. Sob gritos de 'Eu Acredito', o Galo busca o empate contra o Newell's e leva a partida para os penais, com gols de Bernard e Guilherme (saiu do banco para fazer o gol). O time argentino, vinha de uma classificação complicadíssima nos pênaltis contra o Boca Jrs. onde saiu vitorioso com um 10 a 9. Preocupante, pois o adversário vinha de uma classificação nos penais, poderia ser o fim de uma jornada maravilhosa. PODERIA. O Galo consegue a vitória por 3 a 2 nos pênaltis e se classifica para a final
Agora na Final. O sonho estava cada vez mais próximo. Nada iria impedir o título, o pior já foi (pensavam os torcedores). Mas mal sabiam o que estava por vir. Começa com a CONMEBOL proibindo o uso do Independência na final, o estádio onde o Galo jogou a competição inteira, onde fez grandes jogos, onde passou por momentos complicados, não iria poder participar da festa de um possível titulo atleticano. Mas então, o segundo jogo teria que ser mandado no Mineirão, com a capacidade muito superior ao Independência, e mais bonito também
O adversário da final era o Olímpia do Paraguai. Primeiro jogo fora de casa, e novamente uma derrota do Atlético. 2 a 0. Placar parecido com o primeiro jogo da semi final, não? Será que o Atlético teria a mesma força que teve nos demais jogos?. O Mineirão é maior, caberia mais torcedores apoiando, e deixaria a festa ainda mais bonita. Mas o Olímpia sabia o que teria que fazer para ser campeão, e veio com um 5-2-1-2. Uma retranca muito forte, que não seria nenhum pouco fácil passar. Mas, o Mineirão tinha 58 mil Atleticanos, dispostos a apoiar o Atlético para o título, e com essa força, o Atlético consegue furar o bloqueio do Olímpia no inicio do segundo tempo e faz 1 a 0 com Jô. Aos 44 do Segundo Tempo, Manzur faz falta em Alecsandro e é expulso, na cobrança de falta, Leonardo Silva faz o segundo gol e leva o jogo para a prorrogação. 2 a 0 permanece na prorrogação e o jogo vai para os pênaltis.
Olimpia - "São Victor" pega o primeiro pênalti do Olimpia
Galo - Alecsandro cobra e faz 1 a 0 para o Atlético
Olimpia - Ferreyra marca e empata a partida
Galo - Guilherme coloca a bola no cantinho e deixa o Atlético na frente de novo
Olímpia - Candía cobra bem, e empata o jogo
Galo - Jô cobra bem, e coloca o Atlético na frente
Olímpia - Aranda empata novamente
Galo - Léo Silva marca, e deixa o Olímpia no perigo
E chega o momento tenso da final. Se o Gimenez fizer, terá mais um pênalti, o último, cobrado pelo Ronaldinho. Mas se ele perder, o titulo vai pro Galo. Ele enfrentaria nada mais nada menos que o "São Victor". O goleiro que fez grandes defesas de pênaltis contra o Tijuana, Newell's e o próprio Olímpia (primeiro pênalti). Ele mostrou que estava seguro no gol, o que preocupava o Gimenez.
Gimenez vai pra cobrança e acerta caprichosamente o travessão, título inédito para o Galo
Um roteiro histórico, um título que entra pra história dos clubes brasileiros e da libertadores. Uma história inspiradora, um título que foi conquistado graças aos jogadores (obviamente) e sem dúvida, um grande mérito para a torcida, que soube apoiar e ajudar o Galo nos momentos mais complicados da competição


Bela garoto, contexto bem narrado, nem sou atleticano, mas deu um orgulho desse título, com a emoção de quem estivesse assistindo!
ResponderExcluir